domingo, dezembro 3,01:06
Até já
Existe um tempo em que precisamos parar, deixar as horas passarem sem pressa, fazer o que gostamos sem nos preocuparmos com obrigações e compromissos. Um tempo de sol, luz e descanso. Feito para ler, passear, sentir o vento e o sol, observar o mar.

É um tempo só nosso, para nos reencontrarmos, repensarmos e estarmos com quem gostamos. Um tempo feliz, onde só importa o momento presente e o resto fica "para depois".

Vou ao encontro deste tempo, que deixei suspenso à minha espera. Posso não postar muito no próximo mês, mas vou estar e voltar inspirada, tenho a certeza. Beijinhos a quem por aqui passar :*


 
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sexta-feira, dezembro 1,21:21
O que se quer?
(..) Querer alguém, ou alguma coisa, é muito fácil.

Mesmo assim, olhar e sentirmo-nos querer, sem pensar no que estamos a fazer, é uma coisa mais bonita do que se diz. Antes de vermos a pessoa, ou a coisa, não sabíamos que estávamos tão insatisfeitos. Porque não estávamos. Mas, de repente, vemo-la e assalta-nos a falta enorme que ela nos faz. Para não falar naquela que nos fez e para sempre há-de fazer. Como foi possível viver sem ela? Foi uma obscenidade. Querer é descobrir faltas secretas, ou inventá-las na magia do momento. Não há surpresa maior. O que é bonito no querer é sentirmo-nos subitamente incompletos sem a coisa que queremos. Quanto mais bela ela nos parece, mais feios nos sentimos. Parte da força da nossa vontade vem da força com que se sente que ela nunca poderia querer-nos como nós a queremos. Querer é sempre a humilhação sublime de quem quer. Por que razão não nos sentimos inteiros quando queremos? É porque a outra pessoa, sem querer, levou a parte melhor que havia em nós, aquela que nos faz mais falta. É a parte de nós que olha por nós e nos reconcilia connosco.

(Miguel Esteves Cardoso)
 
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